Padre voador.
quarta-feira, 30 de abril de 2008 - 08:20

"Fiéis rezam 24 horas para encontrar padre desaparecido
Paróquia São Cristóvão está aberta desde o desaparecimento do padre Adelir de Carli.Padres da Diocese de Paranaguá se revezam para celebrar missas diárias na cidade."
Imensurável minha indignação comparado a quaisquer pessoa sobre esse fato do padre baloeiro. Como se não bastasse ele ser expulso da "escola" por atrevimento, comprometimendo com os colegas arriscando-os em situações perigosas, adjetivos dados a ele pelo seu próprio professor que corretamente o baniu da escola.
Depois ele realiza o fato inédito e heróico de voar, sabendo das péssimas condições do vento. Não obstante, ele comete o vôo/suicídio de se equiparar com um gps ( me pergunto de onde veio esse dinheiro, dízimo talvez?) para SEM SEQUER SABER USÁ-LO.
Ainda sim, com toda essa brincadeira inconseqüente ele comove centenas de fiéis para rezar por ele?
Mas que pessoa pequena, indigna de preocupação, quanto mais reza!
Claro, que embora não católica, não sou considerada anti- católica. Respeito e admiro alguns dos trabalhos dessa Igreja, como as carmelitas enclausuradas, onde uma vez recebi uma explicação de uma noviça que estava para receber os votos, dizendo:
- Nós Carmelitas, rezamos, vivemos para Deus. Existem pessoas que nasceram para servir aos homens, como todas as profissões: médicos, pedagogos, etc... Nós nascemos para servir a Deus. Onde um obreiro de Deus não chega para consolo dos pobres, onde a caridade não chegar, a reza de uma Carmelita lhe chegará para acalantar seu sofrimento.
Termino aqui, transcrevendo uma citação da minha mãe, diga-se de passagem católica fervorosa e freqüente assídua às missas dominicais:
-É, minha gente, se ele queria ficar mais perto de Deus, ele conseguiu...
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Amigo Imaginário.
quinta-feira, 24 de abril de 2008 - 05:20

Não diferente de todos, quando a situação aperta e não tem ninguém para conversar, por exemplo dentro do ônibus de manhã em uma hora de viagem, você pensa em tudo, e geralmente pensa em todos os problemas.
É nesse período que eu sinto falta de alguém pra desabafar. Alguém só para escutar. Nesses tempos é tão difícil encontrar alguém para só te escutar. As pessoas não querem saber de ouvir, só querem falar, dar opinões, ensinar. Ninguém parece mais querer aprender. Observar.
Talvez por isso eu sou o alvo preferido para desabafo, conselhos. As pessoas costumam sempre vir falar comigo, e fazem questão de frisar: Por favor, nao conte isso à ninguém. Mal sabem elas, que daqui uns 20 minutos, eu já irei esquecer tudo, e que os problemas delas, na maioria das vezes, eu os acho tão ridículos, que jamais perderia meu tempo propagando para os outros. Sim, sou daquelas que: Não fale 14 palavras se você pode falar 7.
Então Escuto, deixo a pessoa falar, falaaar, tudo sem interrompê-la, pois senão fica aquele debate estressante fútil de um assunto que eu não quero encompridar, entende? E por fim, dou minha opinião.
Certamente que não é sempre assim, existem amigos que realmente querem uma ajuda nos problemas, e eu Escuto com o maior respeito e carinho.
Mas eu ando tão cansada de Escutar.
Enfim, não vim aqui para falar disso. Vim para falar de você meu amigo, o qual eu jamais revelo o nome por vergonha mesmo. Não fui eu quem te deu esse nome, você já se apresentou assim, na realidade você nunca falou com sons, porém com pensamentos, telepatia. Me escutou sempre, me incitava às melhores atitudes sempre, e brincava comigo. Nunca vou me esquecer do dia que você se foi. Ainda sinto você, às vezes, mas antes era como se fosse minha sombra, agora só nos momentos muuito difíceis sua presença surge.
Não quero parecer que sou louca.
Beijo a todos que tem vindo aqui ultimamente, vocês são importantes, pois de certa forma, só me "Escutam/ lêem da forma que eu bem preciso.
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Do perdão...
terça-feira, 22 de abril de 2008 - 04:50

Durante toda minha vida até aqui, sempre fui considerada uma pessoa sem rancor. E sou mesmo. E gosto de ser assim.
Daquele tipo que pode estar errada, mas se a pessoa é muito importante pra mim, eu peço perdão só pra não ficar um clima chato.
Eu nunca tinha reparado esse jeito, para mim sempre foi infantilidade, sei lá, não gosto de climinhas desagradáveis. Deixe-me explicar melhor:
Eu pensava que quando eu ficasse adulta (haha) as coisas não seriam assim, eu não seria considerada um tanto quanto infantil, e não teria desentendimentos com as pessoas, logo quando houvesse alguma briga, a pessoa em uma atitude "adulta" pediria desculpa para mim. Achei que seria assim, até um certo ponto da minha vida. E não foi.
Descobri que será assim, sabe até quando? Até o dia que eu permitir... É muito comodo pras pessoas ficarem de cara amarrada e saberem que em mim vão encontrar uma pessoa que não cobra perfeição dos outros, que esquece extremamente fácil de tudo com um abraço.
Em contrapartida meu recado é somente esse:
VOCÊS NÃO SABEM COMO É BOM SER ASSIM. Claro que não é bacana ser taxada de trouxa, porém considero o perdão, a falta de rancor, um tanto quanto egoísta, pois eu só penso em mim quando perdôo, pois EU vou ser feliz com aquela pessoa, quaisquer seja o relacionamento com ela.
No âmago de quem errou sempre há uma resquício de acusação própria. Sempre sabe-se que errou. E eu não ligo. Eu fico bem assim, pode apostar.
Não sei se realmente passei o que eu queria passar aqui...
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Dia Cinzento.
quarta-feira, 16 de abril de 2008 - 06:51

Já alguns dias está chovendo. Não sei o princípio disso tudo, mas dia cinzento sempre me incomoda, de-ma-si-a-da-men-te. Não sei se é porque me dá coceira (sim, eu tenho coceira em dias cinzentos), se é porque tira a minha alegria, se me impossibilita dormir por aproximadamente uma hora no banquinho do jardim, debaixo da frondosa árvore, que sempre derrama em mim as últimas gotículas do orvalho da noite passada, fazendo com que eu me deleite com aquele leve frescor. Não sei se é porque a noite chega mais rápido (associe noite ao escuro), enfim, findáveis porém muitos motivos eu poderia transcrever aqui de eu não gostar dos dias cinzentos.
Outro dia encontrei uma comunidade de nome: Dia cinzento, com a descrição: Para quem sabe apreciar um belo dia cinzento. Por mais que eu veja no orkut comunidades espantosas, que me conquistam ou não, essa pra mim foi a mais louca.
Não sei se isso acontece só comigo, mas esses dias dão uma sensação de espera de quem nunca chega, ...
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traição.
terça-feira, 15 de abril de 2008 - 05:40

Milhares de pessoas sofrem, se perguntam, desconhecem, já superaram esse assunto. Porém todos os dias (acredito) desejamos não sofrer desse mal. Seja em quaisquer tipo de relacionamento: familiar, de amizade, irmandade, amoroso, trutagem, de "colegagem", de trabalho.
Sem sequer duvidar respondemos de imediato que o que mais dói é a traição no amor. Sim, ela vem como um vendaval, e sai arrastando, destruindo tudo. Destrói planos, destrói palavras ditas com carinho, planta desconfiança com todos a sua volta, te faz sentir derrotado, enganado, humilhado, rebaixado a uma pessoa de quinta categoria que não merece o mínimo de respeito.
Com todos esses sentimentos, me pergunto: Será que vale só amor? Será que amor supera tudo?
Na minha púdica ingenuidade sempre achei que sim, afinal tudo o que queremos é o famoso Love and be loved in return. Acreditava que com o amor viria todo o resto: o companheirismo, o respeito, a amizade, a consideração, e a felicidade por conseqüência. MERO ENGANO.
HOJE, para mim o que vale, o que é preciso mesmo é o respeito, a lealdade. Sim, ela. A fidelidade é muito relativa, muito limitadora. A lealdade não, é extensa e verdadeiramente honesta.
Custei para entender as pessoas que não tinham amor, porém continuavam com o outro por segurança, por companheirismo, pois sabiam ali encontrar um poço cheio de respeito, e o melhor: tudo isso mutuamente.
HOJE vejo que na realidade é tudo o que precisamos, a todo tempo: de RES-PEI-TO.
A consciência é uma voz poderosa. Ela grita, acusa, destrói você quando ela te encontra, portanto eu não sei se desejo a todos que já trairam encontrar-se com ela.
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