traição.
terça-feira, 15 de abril de 2008 - 05:40

Milhares de pessoas sofrem, se perguntam, desconhecem, já superaram esse assunto. Porém todos os dias (acredito) desejamos não sofrer desse mal. Seja em quaisquer tipo de relacionamento: familiar, de amizade, irmandade, amoroso, trutagem, de "colegagem", de trabalho.
Sem sequer duvidar respondemos de imediato que o que mais dói é a traição no amor. Sim, ela vem como um vendaval, e sai arrastando, destruindo tudo. Destrói planos, destrói palavras ditas com carinho, planta desconfiança com todos a sua volta, te faz sentir derrotado, enganado, humilhado, rebaixado a uma pessoa de quinta categoria que não merece o mínimo de respeito.
Com todos esses sentimentos, me pergunto: Será que vale só amor? Será que amor supera tudo?
Na minha púdica ingenuidade sempre achei que sim, afinal tudo o que queremos é o famoso Love and be loved in return. Acreditava que com o amor viria todo o resto: o companheirismo, o respeito, a amizade, a consideração, e a felicidade por conseqüência. MERO ENGANO.
HOJE, para mim o que vale, o que é preciso mesmo é o respeito, a lealdade. Sim, ela. A fidelidade é muito relativa, muito limitadora. A lealdade não, é extensa e verdadeiramente honesta.
Custei para entender as pessoas que não tinham amor, porém continuavam com o outro por segurança, por companheirismo, pois sabiam ali encontrar um poço cheio de respeito, e o melhor: tudo isso mutuamente.
HOJE vejo que na realidade é tudo o que precisamos, a todo tempo: de RES-PEI-TO.
A consciência é uma voz poderosa. Ela grita, acusa, destrói você quando ela te encontra, portanto eu não sei se desejo a todos que já trairam encontrar-se com ela.
Marcadores: âmago
3 Comments
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said...
É. O respeito, a humildade e a gratidão fazem muita falta hoje.Saudações lusitanas.
A SEIVA
15 de abril de 2008 às 06:10
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said...
respeito, dignidade, ser íntegro...virtudes essenciais que hoje se transformaram em artigos raros. excelente reflexão. abraços.
16 de abril de 2008 às 06:12
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General Charlie said...
N�s humanos temos o chamado livre arb�trio, a liberdade de escolher o que fazer, mas isso n�o deveria, (ao menos em tese), nos dar o direito de faltar com responsabilidade, sim, somos respons�veis, por aquilo que fazemos e dizemos, toda a�o que praticamos � de nossa responsabilidade, somos respons�veis por quem cativamos...
e � essa �tica moral que devria ser sempre praticada, aquilo que se diz como "n�o fa�a ao outro o que n�o deseja para ti" que creio eu ser algo vindo da cultura judaica, pode ser aplicada em todas as culturas, � como uma id�a universal.
sim mas acho que n�s humanbos n�o sabemos lidar com o que � bom...
infelizmente.
16 de abril de 2008 às 06:54
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