Meu Poema preferido não poderia faltar aqui.
quarta-feira, 28 de maio de 2008 - 05:45
Leito de folhas verdes Por que tardas, Jatir, que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração, movendo as folhas, Já nos cimos do bosque rumoreja. Eu sob a copa da mangueira altivaNosso leito gentil cobri zelosaCom mimoso tapiz de folhas brandas,Onde o frouxo luar brinca entre flores. Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,Já solta o bogari mais doce aroma!Como prece de amor, como estas preces,No silêncio da noite o bosque exala. Brilha a lua no céu, brilham estrelas,Correm perfumes no correr da brisa,A cujo influxo mágico respira-seUm quebranto de amor, melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d'alvaUm só giro do sol, não mais, vegeta:Eu sou aquela flor que espero aindaDoce raio do sol que me dê vida. Sejam vales ou montes, lago ou terra,Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,Vai seguindo após ti meu pensamento;Outro amor nunca tive: és meu, sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram,Não sentiram meus lábios outros lábios,Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas.A arazóia na cinta me apertaram. Do tamarindo a flor jaz entreaberta,Já solta o bogari mais doce aromaTambém meu coração, como estas flores,Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas, Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor, que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas! Marcadores: âmago
1 Comments
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Mila said...
Mari vc já indo p Buenos Aires hein?
Vi aquilo do voo no twitter, já é pra agora?
To com saudades de vc....
Bjus
28 de maio de 2008 às 10:18
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