Superioridade Inexorável
terça-feira, 25 de março de 2008 - 05:07

Depois de algum tempo sem postar aqui, não por falta de vontade, mas por falta de assunto. Ou será por falta de preocupação, pois minha vida estava bem tranqüila nesses últimos dias. Sim, só consigo escrever realmente quando acontece algo de grandioso, e como um fato bom e grandioso é menos corriqueiro do que um fato ruim e grandioso, deixei de escrever. Para colocar um ponto final (ou vírgula, não sei exatamente) nesse período de óssio-agitado-bem vivido, encontro-me no somemari. Ele recebe carinhosamente esse apelido, pois é o que encontramos aqui: um pouco de mim, alguma coisa minha, a little bit of me.
Na minha vida não existe pais, amigos, parentes e todo o resto. Definitivamente essa subdivisão não funciona pra mim, inclusive essa subdivisão não funciona mais para todos, talvez só para a grande maioria. É, aquela grande maioriazinha de pessoinhas comunzinhas e normaizinhas que levam aquela brilhante vidinha igualzinha todos os dias, exceto aos seus finzinhos estupendos de semana.
Considero todos que passam, esbarram, seja lá como for a maneira em que as pessoas adrentam na minha vida, um grande grupo, cujo cada um tem uma função, cada um guarda melhor um tipo de confidência, cada um ajuda melhor num tipo de assunto, e infelizmente isso não deixa de fora a família. Desde minhas primeiras recordações me tenho como uma pessoa de extremos, tanto para mim, como para os outros. Não existe a Mariana bacana, legal, sempre ali na dela, que nunca arruma confusão. Existe uma Mari que é simplesmente de-mais, uma amiga pra todas as horas, que ajuda em tudo, que faz de tudo por você, que nunca te abandonou, que toma suas dores, que NÃO FICA EM CIMA DO MURO, e sempre toma partido ou lado de algum assunto. Em contrapartida existe também uma Mari chata, insuportável, SEM NENHUMA HUMILDADE, metida, manipuladora, que nunca faz nada, só pensa nela, incapaz de pensar no coletivo e tomar uma decisão com maturidade e responsabilidade.
É, essa sem dúvida sou eu. Confesso que já relutei milhões de vezes para mudar meu jeito, esse jeito extremamente agressivo, não sincero, mas franco.As minhas opiniões saem sempre como um rolo compressor, nunca com a dita delicadeza feminina já esperada, uma vez que sou mulher.
Felizmente esse grupo que me vêem um conjunto de adjetivos negativos são apenas uma pequena parte das inúmeras pessoas que eu conheço. Não pense vocês que esse grupo é formado de pessoas um tanto quanto distantes, pois até dentro de casa encontro opiniões assim.
Já pensei, pensei, e a única coisa que concluí foi que eles não possuem a habilidade de lidar com o diferente, eles se decepcionam comigo, sendo que a decepção é culpa da própria pessoa decepcionada, uma vez que somos o que somos, as pessoas que nos moldam da maneira que querem, e quando nos descobrem verdadeiramente, pronto: ficam tristes e arrumam milhões de maneiras para nos derrubar e apontar o dedo na nossa cara, que em todas as vezes está tão quanto, senão mais sujo que o nosso.À Essas pessoas apresento-lhes somente a minha inexorável superioridade, a qual minha cabeça dói somente em pensar de me rebaixar ao nível delas, logo te dou a liberdade de concluir que toda a minha indiferença a esse mínimo grupo é o contrário do amor, pois tenham certeza que ódio, inveja, ou qualquer sentimento de inferioridade inexorável como a deles NÃO HABITA EM MIM.
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